Filme: Gênio Indomável na visão de uma psicóloga



Por estes dias tive a oportunidade de assistir mais uma vez o filme “Gênio Indomável” e resolvi relembrar com vocês um pouco do filme.


Atenção, se ainda não assistiu e não gosta de spoiilers, pare de ler agora mesmo... assiste e depois volta aqui para continuar lendo e deixar suas impressões, vou adorar conversar com você.



A história se desenvolve em quatro núcleos paralelos, todos tendo Will como o centro das atenções: as sessões com Sean - psiquiatra, as aulas com Lambeau, um professor de matemática que vê em Will tudo que gostaria de ser e espera realizar através de Will todas as frustrações, a farra com os amigos e o namoro com Skylar, uma estudante de medicina. Aos poucos, o envolvimento de Will com Sean vai crescendo e influindo nas outras relações.

Sean mostra aos poucos para Will que não adianta se esconder atrás de um personagem, algo onde ele deixa todos os seus medos e frustrações por trás, ser um garoto rebelde ou um gênio seria uma forma que Will encontrou de esconder toda a sua raiva e angustia.

A história vai sendo construída aos poucos, lentamente, até que, finalmente, nos damos conta que algo mudou.

Will Hunting, um jovem que era extremamente problemático e arrogante, vai mudando tão lentamente que não somos capazes de perceber esta transição até que ela já está praticamente efetuada. As cenas em que ele discute amor, sexo, destino e solidão com Sean são perfeitas. O interessante do filme e o que o torna realmente surpreendente, é que ninguém procura se destacar ou tornar seu personagem mais 'chamativo'. Todos são discretos, o que acaba conferindo uma realidade ainda maior ao filme. Assim, quando eles são realmente obrigados a gritar, chorar ou, enfim, demonstrar uma emoção mais forte, é como se alguém que conhecemos estivesse sofrendo realmente e é isso que toca em Gênio Indomável.

Quando Sean lhe dá alta e anuncia que vai partir para uma viagem à Índia, Will já está com um bom emprego, conseguido pelo professor Lambeau, mas parodiando Sean, que 20 anos antes tinha perdido um jogo histórico dos Red Sox para conhecer aquela que seria a mulher da sua vida, Will decide largar tudo e ir para a Califórnia, à procura de Skylar, que fora estudar Medicina em Stanford.


O filme me provoca diversas emoções, primeiro risos e descontração, mais tarde, me silêncio e fico mais centrada e, finalmente, suspiros e lágrimas. Os personagens me conquistaram. Um simples abraço me comoveu como se fosse uma despedida trágica ou a morte de um personagem, quando, na verdade era apenas um abraço.

A trama, multifacetada, aborda temas como medos, crescimento, paixões, descobertas e frustrações do jovem Will, que no desenrolar do filme, passa a ter em Sean seu apoio na busca de novos valores para sua vida e como mentor no enfrentamento de suas emoções.


Andrea Naves Müller


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